sábado, 24 de setembro de 2011

Baixa Psicológica

Na verdade, é um facto que há cada vez mais baixas neste país.
Como solidariedade às baixas efectivas, já se começa a verificar um novo fenómeno crescente que são as baixas psicológicas, é aquele pessoal que se estampou de tal maneira nos embróglios da vida, que para além de ter ficado chalupa tem de meter baixa psicológica, outra consequência direta de se ter passado da cachimónia com estas medidas . . . como que dizer? . . . mal medidas . . . Ups!!! . . . que já estou falar demais :S
Realmente, é mais produtiva e sai mais barato ao Estado, porque assim a malta, mesmo que meio alucinada, deprimida, psicótica, neurótica, fóbica, maníaca, alienada, - está a faltar mais alguma categoria? - ainda vai contribuindo para, nem sei bem o quê, para pagar sabe-se lá que mais, e ser cobrado não sei quantas vezes para não sei quantos impostos, por causa do que já se perdeu a conta de motivos - organizados por volumes! - os quais as pessoas, ainda minimamente saudáveis psiquiatricamente, continuam sem conseguir perceber ou entender ou compreender . . . pelo menos o aparentemente bem!
Desta forma o pessoal que tem os pistons queimados, continua a trabalhar, mas psicológicamente está de baixa! . . . É estilo, "estou mas não estou, se quer alguma coisa é mesmo com a minha colega!" É aquela função da malta que trabalha, mas não está a trabalhar, está lá, mas pouco . . . É como disse a piquena a quem ouvi esta genialidade, "aí ninguém te pode pegar!"
Pois, tinha que voltar ao local para que a piquena me esclarecesse essa inquietante dúvida, que quase, quase - mas só quase! -  de certeza só ela deve saber . . . ou será mais um desses indesvendáveis segredos de Estado - que toda a gente sabe! - . . . ou do seu estado . . . o dela . . . ou o do Estado . . .
Qualquer dia esta medida passa a decreto, Baixa Psicológica e heis a eurekíssima solução para a crise mundial! . . . é ver a produtividade a aumentar e a malta de "baixa psicológica" a vergar a mola que nem gente grande! . . . há que ver que é tudo na base do psicológico!
 . . . só espero é que depois de tanto psicológico, que o que entrar na conta ao fim do mês não seja também psicológico! . . .
É que esta coisa do psicológico pode desencadear comportamentos menos altruistas para com o outro, mas sim altruístas para com o próprio, o que são seria, de todo, novidade!
Portantes, pode daqui depreender-se que baixas psiquiátricas, isso é coisa só para ricos ou para trabalhadores que tenham para lá de 2 mil milhões de euros em dinheiro ou pertences e dinheiro, que não tenham conseguido suportar a ideia do ato de partilhar ou abdicar de parte da sua imensurável riqueza, com os menos favorecidos, como forma de evitar a ecatombe da vida humana  . . . de resto, classe média, classe média baixa, classe média baixérrima, classes limiar da pobreza - classe 0, classe -1, classe -2, classe -3 - e por último, moribundos, quando solicitado, é tudo corrido a Baixa Psicológica! oh! oh! e já gozam!
. . . Haja saúde!
Posto isto meus caros, há que não desanimar!
A Esperança é a Última a Morrer!
Bem hajam!  

domingo, 11 de setembro de 2011

O Mac, as Cadeiras e o Filme

Mais uma vez estou com o Síndrome, ou Síndroma, de Não Sei Por Onde Começar!
Ok, como é que eu hei de dizer, é assim meio esquesito, estranho, espatafúrdio, PARVO, o que vou escrever, assim estilo, para não variar.
Ora bem, cinema, proíbição de comprar gomas numa lojinha do Forum Tal e levá-las para o cinema, cadeiras sem encosto, filmes cortados e roncadas de penca entupida ou nojice pura de falta de educação ou pelo menos consideração pelos voyers cinematográficos, como quiserem, há de tudo, para todos os gostos!

Refeição pré-filme:

Momento na bicha para pagar a paparoca:

Ao que me vislumbro, disperta pelo meu amigo, uma família que consigo trás, num carrinho de duas palas, um rebento do amor, um fruto desse abençoado sentimento, que a julgar pelo olhar languido do progenitor para as outras fémias, transpirava apreço e devoção, excepto pela mulher da sua vida . . . o amor é liiiinnndoooooooo!!!
Aqui se verifica a veracidade da expressão "de pequinino se torce o pepino", a nova criatura de tão pouco tempo de existência, a dar as primeiras cheiradelas do que será o seu futuro alimentar . . .
Ele é humburgers assim, humburgers assado, com 3 metros de várias camadas e molhos, já para não falar do crescente diâmetro. Para não deixar os petizes de lado - que são uma fonte de receitas para o ristaurant, e uma fonte de arrelias para os papás e mamãs - existem os Happy Meal para as criancinhas, e bonequinhos e quinquelharias de toda a espécie e feitio, que faz qualquer pai stressado passar-se dos carretos com tanta traquitana que se espeta nos pés aquando do acordar a meio da noite por causa das cólicas e cagadas mestrais patrocinadas por qualquer humburgaria dos Centros Comerciais. Será que se esqueceram dos mini-mini pikininos??? E que tal . . . MacMama, mamocas com sabor a Macleitinho!
O sabor do futuro das Machumburgarias, para todos os recém chegados ao mundo fast-food . . .  

As Cadeiras e o Wrap:

Após pagar o repasto, há que procurar um lugar onde se possa refastelar e deliciar com a calórica refeição. 
Mas . . . Será que houve algum massacre dos encostos das cadeiras desse espaço comercial? Terá sido alguma revolução artística e toca de fazer desaparecer os encostos da maioria das acentadeiras, fazendo parecer cadeiras amputadas? - novas estéticas a condizer com a crise???
Vá lá que ainda há cavalheiros e o meu dileto amigo indica-me uma mesa com um assento com encosto - esta e mais uma ou outra devem ter posto pernas a caminho e deram de frosques da moto-serra!!!
O Wrap do Macsítio - santa paciência!!! . . . Não há financiamento, não há boa publicidade!!! - onde fui comer, com um sabor crispy e toda a espécie de temperos, que prefiro nem saber o que são para não regugitar, tinha no fim um sabor a carne de passarito crua que poderia perfeitamente ter estado uma tarde, inteirinha, a bronzear-se à luz de uma lâmpada florescente qualquer, e massajada pelas patas de toda a espécie de voadores diabulantes e atordoados pelo cheiro a frituras de qualquer Maccozinha!
Escusado será dizer que o final desse wrap não foi exactamente o meu estômago e o bolo que da mastigação resultou não passou a fazer propriamente parte de mim, mas sim do pacote vazio das Macbatatas fritas!

Docengas:

Saco cheio de todas as gomas para as quais os meus "pikenos" olhos se esbogalharam alarvemente e 8 aérios e picos lá voaram!
Escondidinhos na mala - pois, porque o senhor que é dono do cinema não gosta que as pessoas levem para o espaço cinematográfico docinhos comprados fora do seu estabelecimento comercial - assim foram bem acomodados os entretenimentos dos dentes.

Finalmente o FILME!

Entrada à artista: sala com luzes apagadas, apresentações quase a meio, sala cheia . . . de moscas e poucas pessoas a ocupar poucos lugares, tentação concretizada de colocar a presunteira cruzada em cima dos encostos da cadeira da frente - mas por breves segundos para a emoção ser maior e mais intensa!
Começa o filme Amigos Coloridos . . . o filme continua . . . e mais filme . . . filme, até que acontece o inesperado e que justifica os 5 aérios e picos e as promoções anunciadas . . . é que para se ver um filme inteiro o preço é diferente . . . 
Então vejamos, a meio do filme assiste-se a um salto, corte épico de cenas que ainda por cima estão mal cortadas e mal coladas, o despropósito e falta de continuidade, vazio contextual, mesmo à cara podre!!!
Mas esta gente pensa que todas as pessoas são estúpidas!?!
Eu prefiro pagar o resto do bilhete e ver o filme inteiro!!!
Ah! Promenor muito importante, este é o mesmo cinema onde o filme Chefes Intragáveis tem as riscas ao alto, em baixo, a meio . . . enfim . . . 
Como boa pessoa que sou dei o benefício da dúvida, e a desilusão foi ainda pior, porque ao menos no outro filme nos avisaram dos promenores técnicos, neste eu e o meu amigo fomos bem engrupidos - quase de certeza que a pikena que nos fez o favor de avisar do estado do filme foi despedida! . . . o pintas que nos atendeu deve estar à espera de ser promovido de vendedor de bilhetes a vendedor de bilhetes, pipocas, quando as houver, e copos de água em copos reutilizados . . . é da crise!

O Intervalo:

Intervalo, esse momento do simples acto de pausa entre uma parte e a outra, em que se dá espaço aos xixis e outras coisas que tais.
Mas hoje, precisamente neste cinema, específicamente neste cinema, nesta obra prima do nunca se sabe, para que este intervalo não seja apenas mais um, mas sim um momento memorável, heis que salta entuando em toda a sala o ronco, esse poderoso e enaltecedor som . . . de penca ranhosa, o repuxo do muco, esse tão precioso produto das defezas narigais!
Hei-lo vitorioso e orgulhoso a perpetuar a sua existência nas paredes daquela sala!

O Fim do Filme:

A trama atinge a intensidade apoteótica e dramática e  . . . e . . . e . . . ppffff! . . . queriam mais ãh? . . . Pois . . . também nós!
É o que dá a malta por-se a ir a cinemas em que só se paga parte do filme, mas sem sabermos!!!
Qualquer dia o dono deste cinema decide fazer tabelas de preços para filme inteiro, meio filme ou às partes, com ou sem apresentações incluídas, com ou sem intervalo, qualidade de imagem alta, baixa, às riscas, ou assim assim!

Fim!    

domingo, 21 de agosto de 2011

Noite do Insólito

Juro que não sei mesmo o que dizer de uma noite como a de hoje!!! . . . Coisa no mínimo insólita!!!

Eu e Manocas:

Simulações públicas de discussão de casal:
O ele: " És sempre a mesma coisa . . . não sei onde estava com a cabeça quando casei contigo!!!"
O ela: "queres que eu te diga??? Olha que eu respondo!!!"

Jantar:

Por falar em hamburgers, vamos comer . . . vamos comer, algo de diferente, algo que desencadeie o verdadeiro orgasmo no palato . . . pizza!
Se formos a ver bem o muda mesmo é a ordem, posição e aparência das iguarias, de resto o material é o mesmo!
O rapaz, um pouco lento, mas ok, foi eficiente . . . pior foi o momento em que quase que tive que fazer o pino, para que ele desviasse os olhos do futebol para eu pedir o que queria pedir - nota-se que o restaurante estava cheio . . .de moscas!
A colega veio, tratou de satisfazer o meu pedido e o rapaz lá estava meio apagado a qualquer pedido, mas desperto para o jogo de futebol, e a colega a trabalhar!!!
Finda a refeição veio a dolorosa.
Quem veio à mesa que pertencia à zona de trabalho do "esforçado"? Quem foi? Quem foi?
A colega que tão simpática e gentilmente nos serviu parte dos pedidos!!!
Ora, quem levou uma boa gorja?
Se o dinheiro tivesse sido posto na mesa ia para o "inteligente", mas na arte da gorja o cliente é Deus, e a grande merecedora da bem dita foi quem?
A colega!!!!
Esperem!!! . . . A coisa não se fica por aqui!!!

Cinema:

Bora ver uma comédia, Chefes Intragáveis, buga!
"ah, durante o filme aparece uma risca verde no meio, assim ao alto, mas só aparece de vez em quando e outras duas riscas, uma verde e uma azul, que aparecem em baixo durante o filme . . . mas dá para ver!", ãããããhhhh . . . tem uma risca verde ao alto, ok . . . que aparece de vez em quando, ok . . . e outras duas, uma azul e outra verde que aparecem em roda em baixo no filme . . . Sobre o que, obvimanente, o manocas pergunta: " . . . mas é durante todo o filme? Dá para ver o filme?", ao que lhe é respondido, " . . . sim. Dá para ver . . .". OKEEEEEIII!!!!!
A coitada da pequena quase não sabia onde se meter, de vergonha, para dar a informação sobre o miserável estado em que o filme é exibido!
Oh meus senhores!!! . . . o realizador, produtor e restante equipa é que têm o direito das alterações da qualidade da imagem ou mesmo os acrescentos a fazer!!! . . . o que se está a praticar nesse cinema, ou distribuidor, em questão chama-se violação dos direitos de autor!!! . . . pah, o filme, segundo consta, já é bom, não é necessário esse tipo de artifícios . . . ou, no pior dos cenários, estará esse cinema a vender bilhetes para ver um filme em mau estado??? . . . Nããããããã . . . ai que vontadinha de dizer qual é o cinema que está a exibir o filme Chefes Intragáveis nesse miserável estado!!! . . . não é possível que neste cinema - dessa empresa tão conceituada . . . - se esteja a fazer uma coisa dessas, como se fosse a coisa mais normal exibir um filme em mau estado em troca de 6 ou 7 € POR PESSOA, EM CADA SESSÃO. . . Mas pelos vistos . . . É!
Logicamente que eu e o Manocas não largámos o nosso precioso pilim para ver, isso a que nem sei que nome dar!

Bar na praia:

Muito bem, rodas a caminho e praia da Fonte da Telha lá fomos nós.
Pés na água, que estava brutalmente fixe para a banhoca nocturna, passeio, dar asas à imaginação e criatividade como forma de divertimento.
HEEEEIIII!!! SOMOS PESSOAS CIVILIZADAS QUE GOSTAM DE SE DIVERTIR SEM QUE A DIVERSÃO META SEXO!!!! OKEEEEIIIII???????? . . .e barzinho cá fomos.
Não podia ser mais, mais, sei lá . . . estou com um esvaziamanento de vocabulário para descrever, mais . . . enfim!
Psicadélicas ligadas - de bar -, cartãozinho, meia dúzia de pessoas que não davam para encher a esplanada, pessoal vestido a preceito para o evento - assegurar a segurança do bar - música baixinha, um ritmo brasuca porreirinho, de repente . . . Elvis Costello - nada mais adequado . . . She! Seria alusivo à minha pessoa? HEHEHE (...) She, May be the beauty or the beast (...)! - Olha como os maganos adivinharam!!!
Para dar continuidade ao perfeito encadeamento musical, uma música comercial de dança, que não me lembro o nome, e por aí a diante, mas sempre num som bem baixinho para não acordar os peixinhos!
Sim, deu para dar seguimento à arte da diversão que tinhamos desenvolvido no areal enquanto beberricávamos, cada um, um copo meio de gelo com um pouco de supostamente Coca-Cola a 3 aérios cada refresco de supostamente Coca-Cola - pois, aérios porque nunca vi tanto dinheiro voar por tanta água congelada com cheirinho a supostamente Coca-Cola! . . . Não, infelizmente não estou a ser paga pela marca!!! 

A caminho de casa:

Logo para começar, sem contar com os enganos no caminho à vinda, esquecemo-nos onde estava o carro.
Para que a passagem no local seja ainda mais memorável, assistimos à discussão de duas pessoas - que no final já eram três ou quatro, não deu bem para perceber - sobre a vida amorosa entre os intervinientes na relação e os que descobrem - a semelhança entre isto e uma cena nas barracas, ao contrário do que desejaríamos, não é pura coincidência!
Alhos e bogalhos para cá e outros palavrões - que não me atrevo a dizer - para lá, entre o "sua porca, não tens vergonha", ouve-se o "exemplo" em tom de autoridade e respeito absoluto de chamada de atenção para a presença de menores, a gritar vociferantemente: " . . . OLHA A CRIANÇA CAR#*?*#%*&!!! . . . SUA PORCA!!!".
Comovente . . . após, sabe-se lá quanto tempo, de baixarias públicas à séria e misérias humanas perante a criança - de mais ou menos 3 anos -, heis que salta o virtuoso infido, com a mais honrosa moral, na sua preocupação de pai, usando com o maior dos cuidados - como exemplo . . . - as palavras mais adequadas para o momento: " . . . OLHA A CRIANÇA CAR#*?*#%*&!!! . . . SUA PORCA!!!".

Paragem para abastecer o bólide:

Entro em sentido contrário para dar nas vistas e paro o carro na bomba mais ao pé da entrada e vou pré-pagar.
Vou meter o biberon no rodinhas, quando me apercebo que aquela bomba - que diga-se de passagem que estava quase melhor frequentada que muitos certos e determinados locais - não era bem a bomba para o meu bolinhas . . . que eu saiba não conduzo um camion tire!
Lá fui perguntar: "olhe . . . não sei se sabe, mas aquela bomba é para os camionistas . . . camions tire . . . e eu tenho um carrinho . . . o senhor não me avisou! Posso mudar de bomba mesmo depois de ter pago?", ajudando à explicação fiz a gesticulação adequada para melhor entendimento da mensagem!
Satisfeitas as necessidades de alimento do meu bolinhas, pus-me a caminho pela saída errada, apanhando com umas buzinadelas, tentativa frustrada de dizer ao amigo de trás para fazer marcha atrás, e lá segui pelo caminho certo, que entretanto eu pensava que era o errado, mas apenas a saída é que era a errada. 
Mais uns erros no caminho e mais umas rotundas  - "mais uma rotunda, mais uma voltinha!" - mais umas entradas nas ruas erradas - que conheço desde o tempo da Maria Carqueja! - lá dei novamente com o caminho para casa e finalmente Home Sweet Home!

Moral da história:

Saídas à noite em dias de tempestade não é aconcelhado a menores, maiores ou a qualquer pessoa que tenha juízo!